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  • Vanessa Rozan

Skincare é o novo tomate seco.

Como o autocuidado foi o "produto" mais vendido de 2020.


Bom, amores, antes de mais nada, feliz ano novo, desejo que seu delineador seja forte e duradouro, assim como a sua saúde e a saúde dos seus.



Sem querer remexer no ano que acaba de acabar, acho que vale a pena uma pequena retrospectiva de como o consumo de beleza se comportou durante a pandemia (não que a pandemia tenha acabado, vale lembrar, use máscara facial e muito alquingel, e fique em casa, se puder).

Muito bem, talvez você conheça o tal "efeito batom", nome dado por conta da elevação do consumo de cosméticos pelo público feminino em crises econômicas.

O efeito batom não significa que a gente vai recorrer ao batom especificamente e sim buscar, em tempos incertos, algum tipo de indulgência, conforto, cuidado e segurança no setor da perfumaria.

Não vou entrar nessa discussão de onde a gente tem que resolver as inseguranças, não. Eu sou a favor do autocuidado e de certa indulgência e sim, sou a favor de skincare e também de terapia.


Não é de hoje essa minha crença no cuidado com a pele, tem vinte anos que eu to falando da importância do preparo da cútis antes da maquiagem e do cuidado diário, e lembro que muita gente ria alto quando eu dizia que tinha que usar hidratante, juro.

Me diziam "gata, minha maquiagem vai escorrer toda se eu melecar meu rosto antes!", muito profissional chegava no máximo até o tônico adstringente, aquele que dá uma certa repuxada na pele, daí pra frente era um absurdo.




Corta para 2020, no ano que as palavras "yoga" e "meditação" aumentaram em 400% nos sites de busca on-line. As marcas de beleza, meio em pânico com o tal uso da máscara facial e o fim dos eventos sociais aproveitaram rapidamente a onda do autocuidado e disponibilizaram linhas inteiras, novas marcas, produtos e muito, muito conteúdo sobre a importância desse ritual.

Se antes skincare era algo quase elitista, disponível apenas para quem frequenta médicos dermatologistas e/ou mora em regiões que incluem as grandes farmácias com distribuição das marcas de dermocosméticos, agora é possível conhecer, entender, comprar e usar produtos para cuidar da pele de forma mais prática, acessível e menos caseira, sem tantos experimentos culinários na pele, com mais segurança e tecnologia.


Em 2020 autocuidado também virou uma palavra mágica pra vender tudo, de vibrador a barrinha de cereais, de creme a por isso eu digo que skincare virou tomate seco, certeza que cês não lembram quando essa moda pegou aqui, começaram a colocar tomate seco em tudo: na salada, na comida japonesa, chinesa, árabe, uma loucura. Claro que tomate seco não tem a mesma importância de autocuidado, foi só um exemplo, de como uma coisa passa a ser onipresente de um segundo para o outro.


Voltamos aos números, segundo matéria na CNN, entre os líderes de vendas estão os produtos voltados ao antienvelhecimento (sou contra esse termo) que apresentaram crescimento de 5% nas vendas, as loções de tratamento para a região dos olhos, com um aumento de 29,6%, e outros produtos multifuncionais, como os BB creams, que foram 8,9% mais vendidos no período.


Presta atenção em como o mercado se reinventou, segundo a mesma matéria cotada acima:

"Não à toa, na crise do coronavírus a palavra da vez é o “autocuidado”. É o que mostram os dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Segundo pesquisa realizada pela entidade, as vendas de maquiagem para o rosto caíram 19% no período de janeiro a junho em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, o consumo de máscaras faciais cresceu em 51,7% no mesmo intervalo."


Dito isso tudo, gosto de fazer a reflexão para todes nós: autocuidado é bom e a gente gosta. Skincare é bom e a gente gosta, acessibilidade, preços competitivos, e muita opção, também gostamos né. Só tome cuidado para analisar se na hora de investir em um novo produto ou novo passo da sua rotina, pense se você precisa mesmo disso? Não vai virar mais uma embalagem de plástico no seu banheiro e depois um plástico no mundo? Você vai mesmo se comprometer a usar esse produto pelo menos 28 dias corridos (ou a indicação da bula) para que sua pele realmente mostre os resultados? Você conhece os ingredientes e ativos da fórmula e sabe pra que servem e quanto tem deles ali naquele potinho?


Deixo aqui essa pensata e um convite: teremos um curso on-line com nossa professora e cosmetóloga Vania Rozan, no dia 26 de janeiro às 19h. Nesse curso você vai aprender com funciona sua pele, os ciclos que ela passa, como você deve cuidar dela corretamente, sem excessos nem loucuras, também vamos falar sobre os produtos, como eles funcionam, quais as diferenças, como você aprende a ler a bula do seu skincare pra conhecer o que realmente tem ali. Esse curso é pra vida, com ele você vai comprar melhor, de forma mais inteligente, consciente, sem gastar dinheiro com mais um potinho desnecessário. Sem cair no conto do tomate seco.


Vamos?

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