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Alterações de imagens femininas: seu novo filtro não é tão moderno.

por Grasiela Paz



Não é de hoje que as alterações e retoques de imagens, sobretudo em figuras femininas, são feitos. O último filtro lançado no Instagram da sua influenciadora favorita, pode contar com uma tecnologia moderníssima modificação de imagem, mas a prática dessa alteração não é exatamente nova.

Lá nos anos 30, por exemplo, na transição do cinema mudo para o falado e com a melhora da captação de imagem, já era possível perceber que fotógrafos realizavam alterações nas imagens das atrizes de cinema produzidas a partir dos negativos das fotos. E inclusive com um intuito que se mostra absolutamente atual: uma pele sem imperfeições. Dona Vânia corre aqui!

Vamos andar um pouco mais nessa cronologia e chegar entre 1940 a 1950, o auge das pin-ups. Essas imagens de modelos femininas criadas, por ilustradores homens claro, como o objetivo de entreter os soldados durante o período da Segunda Guerra evocavam um misto de ingenuidade com apelo sexual. Na imagem abaixo dá para ver o processo de fabricação e alteração dessas imagens, que eram inspiradas em fotografias produzidas e depois reformuladas pelos desenhistas por meio de ilustrações que implementavam ali o padrão de beleza da época: cabelos volumosos e ondulados, delineador, batom vermelho, rostos bem corados, sem contar com uma silhueta que privilegiava cinturas pequenas com quadris e seios largos, super característicos do anos 50.


Nas ilustrações era comum alterar corpo, o cabelo e rosto das modelos e até dos cachorros (!)

Corta para 2021.


Entre lá e cá eu quero acreditar que mudamos um pouco como sociedade, inclusive já falamos sobre como lutar em uma vida sem filtros aqui.

Mas aqui entre eu e você meu queride, com esses recursos tecnológicos de alteração da nossa própria imagem cada vez mais acessíveis (até no aplicativo de reuniões, meu pai!) cabe a nós discernirmos o uso desses filtros, sem nos esquecermos de olhar para o espelho ou pra selfie não editada, com carinho e respeito como uma forma de também olhar pra dentro.


É aquele ditado né, o Instagram não é a vida real.


Beijos, Grasi



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